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30/10/2010
FESTA DA REFORMA LUTERANA
Já se passaram 493 anos desde aquele memorável dia, em que Deus, despertou Martinho Lutero para servir como instrumento em Suas mãos, na recondução da verdade que liberta e da justificação pela fé. Assim, ele afixou as 95 teses na porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha. Começava ali uma luta, o empenho firme e decidido baseado em três grandes pilares: Sola Gratia, Sola Fide e Sola Scriptura, ou seja, baseado na Bíblia, a Palavra de Deus, sabemos e cremos que a nossa salvação não é por méritos nossos, mas unicamente pela fé no Senhor e Salvador Jesus.
Hoje louvamos a Deus por aquele 31 de outubro de 1517. Louvamos a Deus, que usou e usa fracos, limitados e falhos seres humanos, como foi Martinho Lutero, para através deles realizar Sua obra nesse mundo. Hoje louvamos a Deus, porque depois de 493 anos, ainda continuamos pregando, confessando e proclamando que o “Justo viverá por fé.” (Rm 1.17). Louvamos a Deus que conservou a doutrina pura e clara em nosso meio.
Nosso pedido e nossa súplica é que Deus, por sua misericórdia nos conserve firmes e fiéis às Sagradas Escrituras. Nesse mundo de tantas tentações, de tantas adequações e tantas acomodações, que Ele jamais permita que o liberalismo, costumes, praxes, tradições e ou adaptações deste mundo, se sobreponham a verdade única e absoluta da Bíblia Sagrada.
Não cansemos de agradecer, compartilhar e refletir essa mensagem da graça de Deus, pela fé em Cristo. Nessa graça, nessa fé, podemos olhar para frente tranqüilos, serenos, esperançosos e, com Lutero dizer: “Se vierem roubar os bens, vida e o lar, que tudo se vá, proveito não lhes dá, os céus nos são deixados.”
Rev. Egon Kopereck – presidente da IELB
(pela Diretoria Nacional)
12/08/2010
Sexta-feira 13
SUPERSTIÇÃO
Por que muita gente tem medo do gato preto, do número treze e do mês de agosto? Será que uma ferradura velha, um galho de arruda ou uma pata de coelho podem trazer sorte?
Certa vez um pastor foi ver a casa nova que seu amigo havia construído. A primeira coisa que ele observou foi uma cabeça de boi colocada em cima do chiqueiro de porco. Perguntou ao dono da casa porque ele fizera aquilo, e ele lhe respondeu dizendo que era para proteger a criação do mau-olhado. E o pastor então disse para ele, em tom de brincadeira: “Nesse caso você deveria ter deixado os chifres, pois como essa cabeça de boi vai espantar mau-olhado se você lhe tirou os cifres? Sem chifres o boi não pega!”
No interior é muito comum se ver cabeça de boi no chiqueiro de porco ou ferradura velha na soleira da porta. Achamos isso ridículo. Mas as pessoas que fazem isso acreditam realmente que essas coisas dão sorte e protegem o lar e a criação.
Porém, não é somente gente simples que acredita nessas coisas. Também pessoas da alta sociedade estão cheias de superstição. Reparem uma vez como muitos jogadores entram em campo: sempre com o pé direito, colocando a mão no chão. Se um determinado tipo de roupa deu sorte, continuam usando a mesma roupa para
continuarem tendo sorte. Muita gente não passa debaixo da escada, não varre a casa de noite, tem medo do gato preto e evita o número treze, pois acham que isso traz azar.
São coisas aparentemente simples e inocentes, mas que expressam uma grande ignorância e muita falta de fé. Se essas pessoas confiassem em Deus, pensassem um pouco e soubessem o perigo que isso representa, não fariam isso. Pois a superstição, embora pareça ser uma coisa inocente, é um poder espiritual que escraviza a pessoa, enchendo-a de medo e pavor. É que por detrás de toda superstição está o poder de Satanás, procurando por todos os meios afastar o ser humano de Deus.
Em 1 Coríntios 10 o apóstolo Paulo fala das coisas sacrificadas aos ídolos, pedindo aos cristãos que se afastem delas. Então ele pergunta: “O que eu quero dizer com isso? Que o ídolo ou o alimento oferecido a ele tem algum valor?” E ele mesmo responde, dizendo: “É claro que não. O que eu estou dizendo é que aquilo que é
sacrificado nos altares pagãos é oferecido aos demônios e não a Deus. E eu não quero que vocês tomem parte com as coisas dos demônios”.
Em outras palavras, Paulo está dizendo que o ídolo não tem nenhum poder em si. O que está por detrás dele e faz ele parecer ser alguma coisa é o diabo, que engana e seduz.
É o que acontece com a superstição. Uma cabeça de boi, um horóscopo, a recitação de algumas fórmulas mágicas, não tem nenhum poder em si. Mas por detrás dessas coisas existe uma grande força.
E a pessoa que acredita nisso e se vale dessas coisas, paga um preço muito alto pelas suas superstições. Além de perder o sossego e o interesse pelas coisas de Deus, vive em constante pavor.
E para livrar a pessoa dessa situação só há um remédio: a fé em Cristo Jesus.
Diz o Salvador Jesus: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.32).
Se você é supersticioso, tem medo de gato preto, de mau-olhado, do número treze e muitas outras coisas, confie em Jesus. Só Cristo pode libertar você de todos os medos e lhe trazer paz ao coração. Com Cristo no coração, todos os medos desaparecem.
Lindolfo Pieper
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08/08/2010
Marcadores: Escola Dominical, Eventos, Membros, Mensagens
26/06/2010
O Livro de Concórdia
O Livro de Concórdia contém todos os documentos confessionais do Luteranos, elaborados e subscritos após a Reforma de Martinho Lutero de 1517. Editado no ano de 1580, este volume tornou-se desde então o manual das Igrejas Luteranas para estudo e exposição das Escrituras Sagradas do Antigo e do Novo Testamentos (Bíblia Sagrada). Os Luteranos da IELB têm o Livro de Concórdia como norma para a unidade confessional da igreja até que Cristo venha.
Após 50 anos de existência da Confissão de Augsburgo, percebendo-se a necessidade de reafirmar a verdade do Evangelho outrora confessada e de fortalecer a unidade confessional Luterana o Livro de Concórdia foi publicado em 25 de junho de 1580.
Esse livro contém os seguintes documentos confessionais Luteranos: A Confissão de Augsburgo, a Apologia da Confissão, Os Artigos de Esmalcalde (Lutero), Tratado sobre o poder e primado do papa (Lutero), Catecismo Menor (Lutero), Catecismo Maior (Lutero) e a Fórmula de Concórdia.
No ano em que a IELB celebra seus 106 anos, ela louva ao Senhor porque lhe concedeu tão preciosa Confissão de fé que completa 430 anos desde sua primeira edição. A Congregação Castelo Forte tem o Livro de Concórdia como exposição clara e inconteste das Escrituras Sagradas e por ele se orienta no estudo e divulgação do genuíno Evangelho para a salvação das pessoas mediante a fé em Jesus Cristo.
Desejando ler o Livro de Concórdia, você poderá adquiri-lo na Editora Concórdia clicando aqui..
25/06/2010
IELB completa 106 anos
Nesta semana acontece pelo país várias celebrações de gratidão a Deus pelos 106 anos da Igreja Evangélica Luterana do Brasil.
Destacamos especialmente os eventos abaixo:
* Culto dos 106 Anos da IELB, realizado no campus da UPF, em Passo Fundo, no domingo dia 20/06. Cerca de duas mil pessoas participaram do culto festivo. A celebração contou com apresentações de grupos musicais, coral, grupo de jovens e também do cantor Carlos Magrão. Mais de 30 caravanas de fiéis vindas de todo o RS, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro chegaram ao Centro de Lazer e Cultura Popular, da UPF, antes das 9h da manhã de domingo. A baixa temperatura não desanimou os luteranos que foram recebidos com um saboroso café, bolachas e cucas preparadas pelas senhoras das congregações de Passo Fundo. Idosos, crianças e jovens visitaram e adquiriram produtos nas bancas da Editora Concórdia e também da Hora Luterana. Reencontro de amigos, pastores e até parentes marcou o clima de integração da festividade.
* Mensagem do presidente Egon em seu Blog: "Que ao encerrarmos mais essa semana possamos agradecer as bênçãos diárias que recebemos de Deus. Lembrando ainda a mensagem escolhida para o Culto dos 106 Anos da IELB, "Deus abençoa onde o seu povo está unido" Sl 133, possamos levar conosco sempre a certeza de que se estivermos unidos e fortalecidos em nossa fé no Salvador Jesus, poderemos caminhar, sempre juntos, na missão de levar Cristo Para Todos. Um abençoado final de semana! Pastor Kopereck.
* Culto festivo na Congregação Castelo Forte, em 27/06/2010. Onde lembraremos também os 63 anos da Hora Luterana no Brasil.
23/06/2010
A Confissão de Augsburgo
A Confissão de Augsburgo é um documento contendo vinte e oito artigos doutrinários que expõe o que crêem os Luteranos em conformidade com a Igreja de Cristo desde os seus primórdios.
Ela foi lida perante o Imperador Carlos V, na cidade de Augsburg, Alemanha, em 25 de junho de 1530 (num sábado) Estando presente alguns teólogos representantes da igreja Romana, autoridades alemãs, bem como embaixadores que tinham relações com o Santo Império Romano. Escrito em duas línguas, alemã e latina, a Confissão de Augsburgo foi entregue ao Imperador.
Essa Confissão tornou-se necessária, visto que o imperador viu-se impelido pelo papa a acabar com os luteranos e sua doutrina, se necessário, pelo uso da força. No entanto, a ambição de abafar o movimento Luterano não se concretizou porque o Imperador necessitava da união de todos os seus súditos para defender o Império contra os turcos que ganhavam terreno em suas conquistas e ameaçavam a sua segurança. Além desse perigo iminente, Carlos V se ocupava em vencer seu adversário Francisco I, rei da França, que exercia uma ação política contrária aos seus interesses do Império.
A Confissão de Augsburgo expõe o que crêem os Luteranos com base nas Escrituras Sagradas, falando a verdade com toda clareza. Ela tem como ênfase em seus artigos a salvação do pecador pela graça de Deus mediante a fé em Cristo. A partir dessa verdade da Bíblia, a Confissão de Augsburgo delineia todos os demais artigos de fé nela contidos.
No ano em que a IELB celebra seus 106 anos de existência, a Congregação Castelo Forte a ela filiada louva a Deus pelos 480 anos da Confissão de Augsburgo e coloca à disposição dos interessados tudo o que esse documento confessional tem a oferecer aos que desejam se aprofundar no conhecimento da Palavra de Deus.
Clique aqui para adquirir o seu exemplar da Confissão de Augsburgo.
07/03/2010
25/02/2010
A Verdadeira Mensagem
A verdadeira mensagem
“ Ele também viu os lençóis colocados ali e a faixa que tinham posto em volta da cabeça de Jesus. A faixa não estava junto com os lençóis, mas estava enrolada ali ao lado.” (Jo 20.6-7) Uma das especulações que surgiu tempos atrás, na época da Páscoa é a discussão que se faz em torno de um lençol, chamado de sudário, no qual a figura de Jesus teria ficado gravada. Algumas pessoas adoram esse lençol como um objeto sagrado. Mas, será que existe algo assim?
O texto bíblico aponta para um detalhe geralmente esquecido nessa discussão. É o fato de que o lençol com que o corpo de Jesus foi envolvido não era a única peça que cobria o corpo do Salvador. Havia também um lenço, e este, separado do lençol, cobria a cabeça do Mestre. Assim, se a figura do corpo de Jesus tivesse ficado impressa, esta impressão deveria aparecer em duas peças – no lençol e no lenço – e não em uma só como aparece no lençol chamado de sudário.
Mas seja como for, o sudário, o lençol e o lenço, não são artigos de fé. Eles apenas indicam que o corpo de Jesus, naquela manhã de domingo, não estava mais na sepultura. Ele havia ressuscitado e deixado o lençol e o lenço em lugares separados dentro da sepultura. A ressurreição de Jesus, esta sim, é artigo de fé. Se ela não tivesse acontecido, o seu nascimento, e a sua morte não valeriam mais do que o nascimento, a vida e a morte de qualquer outra pessoa. Mas o fato da ressurreição ter ocorrido, nos indica que Jesus tem poder sobre a morte e que Deus Pai aceitou e aprovou a vida e o sacrifício que Jesus realizou. Também garante que tudo quanto Jesus ensinou é verdade, e que também nós viveremos, conforme ele mesmo ensinou quando disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá” (Jo 11.25-26).
Nestas palavras reside a importância da Páscoa. A ressurreição de Cristo é a garantia da vida eterna para todos os que crêem. Por isso podemos nos preparar neste tempo de quaresma para celebrar a festa da ressurreição de Jesus Cristo, o nosso Salvador.
(Mensagem adaptada, com permissão, de Cinco Minutos Com Jesus. Adquira o seu devocionário para 2010. Acesse o link de Hora Luterana e veja como adquirir)
Matando a Curiosidade
- A Páscoa era a principal comemoração religiosa do período do Antigo Testamento. Ela também era conhecida como fasta dos pães ásimos. Além dela marcar um momento histórico na trajetória do povo de Deus, qual seja, a libertação da escravidão dos israelitas no Egito, ela se repetia a cada ano como um memorial desse ato que teve como protagonizador o próprio Deus através do seu servo Moisés.
- No livro de Moisés, chamado Êxodo, capítulo 12, encontra-se o relato desse episódio.
- Páscoa, a partir do hebraico, significa “passar por cima”, com a intenção de poupar da morte (Ex 12.13,27). Deus passou por cima das casas dos israelitas cujas vergas das portas estavam marcadas com o sangue do cordeiro. Ali foram poupadas as vidas dos filhos primogênitos.
- Páscoa, a partir do Novo Testamento, tem como centro a pessoa de Jesus Cristo, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.49). Ele é o nosso Salvador que nos liberta da morte, pois pagou pela causa da morte, o pecado, com a sua morte. Cristo ressuscitou na Páscoa, trazendo para todos o perdão do pecado e a vida eterna.
- Nenhum osso foi quebrado quando Cristo foi morto na cruz. Isso estava de acordo com o que havia sido anunciado a respeito do Messias e estava vinculado ao cordeiro pascal do Antigo Testamento, cujos ossos não deveriam ser quebrados. Esse fato é aplicado a Cristo no evangelho (Jo 19.36).
- O mês de Abibe, também conhecido por Nisã, que equivale, para nós, a março ou abril, marca o inicio do calendário judaico, pois nele ocorreu a comemoração da primeira Páscoa. Nesse mês, todos os anos, o rito era celebrado pelo povo de Deus (Ex 12.2; Dt 16.1; Lv 23.5; Nm 9.15; 28.16).
- A Páscoa não tem uma data fixa no nosso calendário. Por quê? A diferença está, basicamente, no fato que o calendário judaico é lunar, enquanto o cristão é solar. O calendário cristão provém do período de Júlio César, o primeiro imperador romano.
- Com o auxílio de Sosígenes, astrônomo de Alexandria, Júlio César elaborou um calendário em que o ano comum seria de 365 dias e que, para acertar o ano civil ao ano trópico (designação para o tempo decorrido entre duas passagens consecutivas), fosse acrescentado de 4 em 4 anos um dia complementar. Ao ano de 366 dias foi dado o nome de bissexto. Por isso, a cada quatro anos o mês de fevereiro tem 29 dias.
- O calendário juliano foi criado no ano 45 a .C. e recebeu esse nome em homenagem ao imperador que o instituiu. No século XVI o papa Gregório XIII fez algumas correções no calendário Juliano, passando a ser chamado também de gregoriano.
- O ano trópico não tem exatamente 365 dias e 6 horas como se pensava, e sim, 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 50 segundos. Portanto, o calendário juliano estava errado em 11 minutos e 10 segundos por ano para mais. Coube então ao papa Gregório XIII determinar a reforma do calendário cristão.
- O calendário cristão é solar e o judaico lunar. Por ser solar, o calendário cristão torna-se bissexto a cada quatro anos. O calendário judaico, diferentemente do gregoriano, está baseado no movimento lunar, quando cada mês (com 29 ou 30 dias) se inicia com a lua nova.
- Comparado com o calendário gregoriano, temos em um ano solar 12,4 meses lunares, ocorrendo uma diferença a cada ano de aproximadamente 11 dias. Para compensar essa diferença, a cada ciclo de 19 anos acrescenta-se um mês inteiro (Adar II), o ano de 13 meses ou embolísmico. Essa alteração é necessária por causa da páscoa.
- Embora o calendário cristão seja solar, ele é lunar quanto à páscoa. Os cristãos tomaram emprestado o calendário judaico para que a páscoa cristã coincidisse com a páscoa judaica. É por isso que a cada ano a nossa páscoa cai em dias e até meses diferentes.
- A inscrição (INRI) que se encontra em alguns crucifixos provém das primeiras letras das palavras escritas em latim e colocadas por Pilatos na cruz de Cristo. A inscrição era: “Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum” (Jesus de Nazaré, rei dos judeus). Embora se dê destaque ao latim, essa frase também foi escrita em hebraico e grego.
- O letreiro colocado sobre os crucificados tinha como objetivo publicar o crime por eles cometido e que lhes custou uma sentença de morte.
- O domingo de Páscoa é sempre o primeiro domingo após a lua cheia. Nesse dia comemora-se de forma especial a ressurreição de Jesus e reafirma-se a esperança cristã da ressurreição dos mortos no momento da sua próxima vinda. Veja sobre essa esperança, baseada na morte e ressurreição de Jesus, em 1 Coríntios 15.
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21/02/2010
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